Monopólio à vista

Meus piores receios sobre a Amazon estão se concretizando. No mundo, Jeff Bezos (fundador e “dono” da empresa) é o número 1 da lista Forbes dos mais ricos do planeta. E no Brasil, a Amazon, com sua eficiência e logística, já põem medo nas principais varejistas on-line do país, como mostra matéria (https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/01/amazon-entra-de-vez-no-brasil-entrega-rapida-pode-ocorrer-em-dois-dias.ghtml). Há um ano Leitura Digital surgia celebrando a existência de três linhas de dispositivos e-readers no Brasil: os Kindle, os Kobo, distribuídos pela Livraria Cultura e os Lev distribuídos pela rede Saraiva. Juntos eram mais de dez modelos disponíveis aos brasileiros.
O quadro hoje é diferente. Em estado de penúria (o termo é “Recuperação Judicial”) as grandes livrarias brasileiras Saraiva e Cultura retiraram seus modelos do mercado de vendas diretas, sendo apenas (ainda) possível encontrar o Lev na loja eletrônica.
Os eventuais leitores dessa página sabem que eu nunca escondi minha preferência pelos e-readers da Amazon. A linha Kindle no Brasil, além de preços compatíveis com o mercado internacional, oferece produtos robustos, confiáveis e duráveis, além de possuir o melhor projeto de navegação, tela e acesso à rede virtual de compras. Também não economizei críticas ao primeiro modelo de e-reader da Saraiva e os modelos oferecidos pela Cultura. O primeiro e-reader da Saraiva tinha tela problemática e possuía outros tipos de limitação, além de uma experiência de navegação bem ruim. Já os aparelhos da linha Kobo (da Cultura) possuem (possuíam?) um hardware bem fraco, sendo lentos, sobretudo quando com muitos livros carregados. A nova linha Lev, da Saraiva, apresenta bom desempenho, tela superior e a novidade de 8 gigas de memória no modelo com luz (Lev Neo), com preço igual ao Kindle Paperwhite (que possui apenas 4 gigas de memória interna sem entrada para cartão). Esse aparelho da Saraiva é, sem trocadilhos, realmente muito leve e fácil de manejar, com teclas para avançar e retroceder a leitura. É, depois dos Kindle, a melhor opção de e-reader disponível (ainda) no mercado nacional. Já os aparelhos Kobo, que nunca foram grande coisa, estão em falta há meses nas lojas físicas e mesmo na virtual.
Mas o quadro desalentador das grandes livrarias brasileiras pode piorar a situação. Caso realmente fechem essas duas redes, ou mesmo se abandonem de vez o ramo de livros digitais, ficaremos totalmente dependentes dos Kindle. Diversidade sempre foi bom e monopólio é sempre um perigo para os consumidores e, como eu prefiro chama-los (chamarmos) de cidadãos, pois exercer o consumo com direito de escolha é um dos principais direitos nas sociedades capitalistas democráticas.
Tudo bem que os Kindle são muito bons. Mas até nisso estamos em desvantagem, pois o rol de modelos disponíveis diminuiu nos últimos meses. O Kindle Voyager foi descontinuado, ficando apenas os outros três modelos: Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Oasis. A nossa versão do Kindle Oasis, por exemplo, é a mais simples. Sem opção de acesso a telefonia e com apenas 8 gigas de memória (nos EUA tem a versão com 4G e 32 gigas).


Novo Paperwhite finalmente disponível

Fevereiro começou com uma boa notícia para os aficionados em leitura digital. A Amazon brasileira começou a vender o seu Kindle Paperwithe de 7ª geração, agora a prova d’água e com versões de 8 e 32 (!!) gigas de espaço físico (os dispositivos Kindle não possuem slot para cartão, apenas espaço de memória). Esses modelos já estavam desde 2018 disponíveis no mercado internacional. Confesso que fiquei surpreso com a iniciativa da Amazon de disponibilizar também a versão 32 Gigas para vendas em sua loja brasileira. No Brasil apenas uma versão do Kindle Paperwhite anterior foi vendida com a opção 3G e 4 gigas de memória, mas não está mais disponível no site. O preço do Paperwhite também sofreu ajustes, dos tradicionais R$ 479,00 da versão anterior de 4 gigas, passou a R$ 499,00 para a nova versão a prova d’água e com 8 gigas de espaço e R$ 649,00 para a versão de 32 gigas de espaço físico. Na loja americana (www.amazon.com) é possível encontrar uma versão de 32 gigas, wifi e 4G para acesso à loja.

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